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| Suprema felicidade,2010 |
Em sua volta as telas,Arnaldo Jabor,foi até razoável nas cenas de sexo as quais tanto marcam seus filmes,como é caso de “Eu te amo”(1981).Mas da mesma forma que em “Eu te amo” a história de “Suprema felicidade”, é mal desenvolvida,e mal contada,com uma narrativa enrolada.Até os diálogos,que costumam ser um aspecto muito elogiado nas produções de Arnaldo Jabor,são prejudicados pelas péssimas atuações de atores como Jayme Matarazzo e Maria Flor — está criou uma personagem interessante na série “Aline”.
Em geral “Suprema felicidade” não traz nenhuma novidade positiva em relação as produções de Jabor,o filme tira sarro de temas como amor,e exagera nas cenas de nudez.
“Suprema felicidade” tenta fazer piadas — geralmente com duplo sentido — ,mas na maioria das vezes essas piadas acabam sendo mal interpretadas,ou muitas vezes não são compreendidas,pelo público mais “inocente”.
O filme ainda tem um pouco dos grandes musicais,como na cena em que após uma das piadas de duplo sentido,surge uma música — fruto de uma “crítica” ao amor — a qual de repente,todos os personagens e figurinistas estarão a dançar.
A melhor forma de definir “Suprema felicidade”,seria dizer que o filme simplesmente conta a história de um garoto que busca perder sua virgindade,em meio a cidade maravilhosa — existem boatos que dizem que a história do filme é autobiográfica para com a de seu diretor e roteirista,Arnaldo Jabor.
A história desta produção de Jabor engana o espectador,já que no momento em que este começa acredita que uma grande história está surgindo,o filme retorna a mesma chatice que já fora apresentada no inicio.
Outro ponto marcante em “Suprema felicidade” é sua duração.Já vi filmes mais longos ( como “E o vento levou”) que “Suprema felicidade”,porém estes eram muito menos cansativos,e a história nos fazia pedir mais,mas em “Suprema felicidade”particularmente quis pedir menos,o filme não tem história,já que ao tentar apresentar as histórias dos vários personagens — e não são poucos — acaba não conseguido apresentar nenhuma a fundo.O personagem que deveria ser o principal é interpretado pelo ator Jayme Matarazzo,que não consegue segurar o personagem e em diversos momentos tem a cena roubada por Marco Nanini — que ao lado Tammy Di Calafiori,protagonizaram as únicas atuações de qualidade num filme em que até Dan Stulbach (que esteve magnífico em “Tempos de Paz”,de 2008) aparece mal.
Ouso dizer que “Suprema felicidade”,que chega agora,no fim do ano,é um dos piores,se não o pior filme do ano — e apesar de não gostar de suas produções,o pior filme de Arnaldo Jabor.O titulo perfeito para filme não é “Suprema felicidade”,mas sim um que ouvi enquanto acompanhava — ansioso pelo fim — a sessão de “Suprema felicidade”,esse titulo é “Suprema tristeza”.
Obs: Quão tedioso é filme,que foram poucas as pessoas que conseguiram agüentar até o fim da sessão.
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| Suprema felicidade,2010 |
“Suprema felicidade”,leva as telas as transformações um garoto com 10 anos — esse menino seria uma adaptação da história de Jabour — ,passa até seus 18 anos,quando se tornará um homem,tudo isso em meio ao cenário,que é o Rio de Janeiro nos anos 50,época em que a cidade ainda era maravilhosa,a terra dos sonhos,sem estar “poluída”,por traficantes e milicianos,que impõem medo aos moradores e visitantes da cidade. O filme conta com a participação de atores consagrados como o excelente Marco Nanini ( “O bem amado”.2010),ou Dan Stubach que depois de “Tempos de paz”(2009),virou um de meus atores prediletos dentre os brasileiros,além de Ary Fontoura que se consagrou,por meio de suas atuações nas novelas brasileiras.O filme é uma joint-venture entre a Paramount Pictures e as produtoras Ramalho Filmes e AJ Produções,e estréia no dia 29 de outubro,com classificação indicativa de 16 anos.Abaixo trailer.
Sempre que assisto a filmes como Tempos de paz,sinto meu coração bater mais forte,é o orgulho de ser brasileiro que se manifesta dentro de mim,por saber que podemos produzir algo tão bom,com tanta qualidade em terras tupiniquins.A história do filme é a seguinte:Segismundo desconfia que Clausewitz(polonês interpretado por Dan Stulbach)seja um seguidor de Hitler que deseja entrar no Brasil,mas Segismundo(Tony Ramos)não pretende permitir que isso aconteça,e faz uma aposta com Clausewitz;se o mesmo conseguir fazê-lo chorar pode ficar no Brasil,caso contrário terá de voltar a Polónia, a partir dai surgem excelentes diálogos entre os dois personagens.O filme tem poucos cenários,devido ao fato de ser uma adaptação de uma peça teatral,mais um excelente roteiro,principalmente no momento em que os personagens reflectem sobre suas histórias de vida,Segismundo(Tony Ramos)narra suas histórias como causador de sofrimento(já que é um ex torturador,que foi integrante da polícia política,durante o governo de Gétulio Vargas),enquanto a Clausewitz narra suas historias como vítima do sofrimento causado por terceiros durante a guerra.O filme conta ainda com o quase monólogo de Dan Stulbach,porém magnifico,já que nesse filme o mesmo aparece de forma impecável,sobressaindo-se sobre Tony Ramos inúmeras vezes (nunca fui um grande fã de Stulbach,mas é praticamente impossível,não elogiar seu trabalho neste filme).Ao término do filme,percebemos que toda a história do mesmo,gira em torno da magia existente no universo teatral.O filme custou em torno de 1,5milhões e foi gravado em dez dias,por Daniel Filho(Se eu fosse você um e dois),mas esse pouco tempo de gravação,pode ser facilmente justificado:pois o filme tem pouquíssimos cenários,mas muita história.

