Talvez a única inovação no filme seja mesmo o irmão do personagem principal, que evolui e cresce no filme de uma forma assustadora, para no final nos surpreender definitivamente. E ainda mais inacreditável é o posicionamento que Dé, personagem principal, tomará frente as atitudes do irmão, e como ele reagirá após atitude tomada pelo irmão mais novo , sem em nenhum momento se esquecer da relação de irmão que existe entre eles, nessa cena que considero o segundo clímax do filme. Spoiler (PARA LER SELECIONE O TEXTO) ( quando o personagem principal descobre que foi seu irmão quem sequestrou sua namorada,Nina — Vitória Frate— e o mata).A trama também é gênial, ao mostrar a ascensão de dois chefes ao tráfico, um deles mal e outro “bom”, que agrada a toda comunidade do morro do Cantagalo, onde a história se passa.
E como todo bom filme carioca, a paisagem é incrível, afinal trata-se da cidade Maravilhosa.
Talvez o único ponto em que filme deixe a deseja r, é quando se fala na atuação de Thiago Martins , no papel de Dé. Ao longo de toda a trama, quando se trata de um momento em que personagem deve estar acuado, com medo, o ator é genial, mas nas poucas cenas em que se exige do ator um pouco mais de personalidade, e atitude, isso não acontece.
No geral o filme é muito bem dirigido, com uma história bem escrita. E o melhor de todo o filme, é com certeza a sua cena final, quando numa visão aérea do que aconteceu na orla da Praia, vemos um coração ser formado pela multidão.
A nudez, já foi abordada de diversas maneiras na história do cinema nacional, seja na forma da pornochanchada, ou da forma como a mesma é utilizada em filmes como Budapeste, onde vemos o chamado nu artístico. Os brasileiros mais conservadores — geralmente religiosos — sempre criticaram essa característica do cinema nacional, mas em 2008, durante a exibição de Todo mundo tem problemas sexuais no Festival do Rio, filme em que Pedro Cardoso, atuou como produtor, o mesmo chamou a atenção, ao fazer um manifesto contra nudez no cinema, na época Pedro, afirmou que poucas — ou nenhuma — das grandes atrizes de hoje conseguiram tal status, sem ter de exibir seus corpos em produções, onde sequer existia a necessidade de nudez.
O tempo passou, e de 2008 para cá, a opinião de Pedro não muito, ele continua se posicionando contra a nudez no cinema, com o argumento de que a nudez que se vê nas telas, nunca é do personagem, mas sim, do ator ou da atriz, e em uma entrevista concedida ao Jornal O Globo (publicada na edição do dia 12 de maio, no Segundo Caderno), Pedro Cardoso, citou como exemplo as críticas jornalísticas, que nunca elogiam a beleza da personagem, mas sim a beleza das curvas do corpo da atriz (ou do ator). Nessa mesma entrevista, Pedro afirmou que hoje está “mais em paz” e que na época disse aquilo, para que as pessoas não esperassem nudez de seu filme (que entrou em cartaz no dia 13 de maio) — que apesar do titulo sugestivo, possui a classificação indicativa de apenas 14 anos.
Se nos três primeiros filmes, Velozes & Furiosos era apenas uma série de carros turbinados e mulheres bonitas, desde o quarto filme, quando a trama deu sequencia a história do primeiro longa, a franquia retomou sua essência, e voltou ter uma história com personagens que a cada novo filme crescem perante o espectador, como Toretto (personagem de Vin Diesel) que cresce, e se mostra mais humano, a cada novo filme da franquia. Em Velozes & Furiosos 5, é isso muito mais que vemos.
Neste novo capitulo da saga de Velozes & Furiosos, Brian (Paul Walker), Toretto e Mia (Jordana Brewster), fogem dos EUA, e vem para a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, onde encontram Vince (Matt Schulze)— que estava sumido, desde o primeiro filme — e acabam se envolvendo, com um dos indivíduos mais influente entre os marginais da cidade, Hernan Reis (Joaquim de Almeida), a partir desse envolvimento, surge um plano para roubar Hernan. Um plano que Brian, Toretto, Vince e Mia (que neste quinto filme tem uma surpresa para Brian), não poderiam executar sozinhos, é aí que aparece o grande trunfo, deste quinto capitulo de Velozes & Furiosos: trazer de volta, personagens marcantes que haviam ficado esquecidos em filmes anteriores, como o próprio Vince, e outros como Han (Sung Kang), um personagem que pensei que tivesse morrido ainda em Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, mas Han não é o único morto-vivo de VF5 (Velozes & Furiosos 5), já que numa das últimas cenas (após os créditos) há um sinal de que no próximo capitulo de VF outro (a) personagem de grade importância na trama irá retornar, e quem sabe nesse próximo capitulo não tenhamos uma explicação para Han não estar morto.
Não vá ao cinema, esperando ver somente paisagens cariocas, afinal não existem “muitos” desertos por aqui. Mas isso é justificável já que boa parte das cenas foi gravada em Porto Rico, e aos brasileiros de outros estudos: saibam que não existe uma “Sabesp-Rio”, quem sabe uma “Saberj”, será que a CEDAE não era cinematográfica o suficiente? VF5 está recheado de falhas desse tipo, em algumas cenas, chegam a ser exibidas placas em espanhol, “Isso é o Brasil” (fala de Toretto, numa das cenas mais importantes do longa)?
Velozes & Furiosos 5, tem inúmeras tiradas cômicas, a grande maioria delas se deve ao engraçadíssimo Roman Pearce (Tyrese Gibson), um dos personagens mais cômicos de todos os cinco filmes da franquia, além de uma dupla de latinos (que retornam do quarto filme). Roman é também uns dos personagens, de + Velozes + Furiosos, que retornam nesse quinto filme.
Se em Tropa de Elite, a policia Carioca — ou o BOPE —, foram transformados em “heróis”, em VF5, a policia carioca é apresentada, como uma instituição onde reina a corrupção. E é inferiorizada, diante de policiais norte-americanos que vem ao Rio para capturar Toretto. E é de dentro desta instituição, que Toretto irá tirar “a única” (fala Hobbs) policial honesta do Rio.
No ápice da trama, numa das cenas finais, protagonizada por Toretto e Hobbs (Dwayne Johnson) numa ponte— que não é a Ponte Rio-Niterói, mas sim uma ponte da cidade porto-riquenha de San Juan —, VF5 nos apresenta uma apresenta uma cena que remete o espectador, a outra cena marcante do primeiro filme, que na ocasião era protagonizada por Brian e Toretto.
Velozes & Furiosos 5 é um presente para os fãs da série, que a acompanham desde o inicio, entretanto um espectador que não tenha assistido a todos os cinco longas irá conseguir acompanhar a história tranquilamente, deixado de compreender apenas algumas piadas, ou mesmo a origem dos personagens. E de fato, Velozes & Furiosos 5, é melhor filme da franquia, mesmo contando com atuações fracas, e inúmeras falhas de roteiro, geografia, cenografia...
A alegria, digna do carnaval carioca se vê logo na primeira cena de Rio, uma alegria que somente um diretor de alma brasileira como, Carlos Saldanha, conseguiria transmitir. O filme não chega a ser um retrato do Rio, como ele é hoje, e isso é um ponto positivo, afinal existem, na cidade maravilhosa, inúmeras coisas que apenas um carioca “da gema”, poderia entender. Um aspecto interessante da obra de Saldanha, é que Rio, apresenta ao mundo — e aos brasileiros de outras regiões do País— um “novo” Rio, diferente daquele que vemos no noticiário, ou em episódios da série americana The Simpsons. Rio mostra uma ponta do iceberg, que é a violência, de forma engraçada— e até sarcástica—, sem assustar aos que não conhecem a cidade. A história do longa ainda favorece a cidade, ao fazer de um dos um dos pássaros, ao invés do contrabandista — com cara de traficante—, o vilão.
A trama começa ,quando Blu, ainda era uma pequena arara azul com pouco tempo de vida (o filme não deixa isso muito claro), que vivia no Rio de Janeiro, até sequestrada e levada para Minessota, nos EUA, quando , ao cair do caminhão é achado por Linda, a partir desse ponto a história dá um salto na linha do tempo — que pode confundir, ou deixar a impressão de que falta história em alguns espectadores — e de um momento para outro, quando Blu chega ao Rio de Janeiro, diversas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, nesse momento o roteiro é desorganizado, o espectador pode facilmente se perder na trama, e só tornar a “se achar” no caos, que havia se formado minutos depois, na cena em que Blu e Jade, são sequestrados.
É ótimo, ver que o mundo se interessa pelo Rio, pelo Brasil (Rio, liderou as bilheterias do mundo todo, na sua primeira semana em cartaz) — afinal, eles ainda vão ainda vão ouvir falar de nosso País por muito tempo — mas isso nos dá uma missão difícil, mas que devemos encarar. A principio essa missão é: “fazer bonito” na copa de 2014, nas olimpíadas de 2016, e nos anos que se seguirão, afinal dentro de poucos anos, seremos a quinta maior economia do mundo, e devemos demonstrar que somos capazes.
Rio, não é um filme merecedor de qualquer Oscar, é uma história divertida, que servirá como publicidade positiva para o Brasil, mas que possui um roteiro confuso, e personagens sem história, que vivem uma aventura juntos. Confesso senti falta dos anos, que não entraram no filme, e espero em breve vê-los numa sequencia, que se vier a existir enriquecerá muito os personagens, que nesse filme não tem um passado, como Blu, e principalmente Jade.
Aos conhecedores da história da Dream Works, que notaram alguma semelhança entre Antz e Vida de inseto, provavelmente devem ter percebido alguma similaridade entre o estreante no cinema Nico, e o já tradicionalíssimo Zé Carioca da Disney. Será mera coincidência?
Se o governo o Governo e os empresários de São Paulo, se mostraram indiferentes ao fechamento do Cine Belas Artes, os empresários — e o Governo— do Rio de Janeiro tem mostrado que dão atenção aos cinemas tradicionais da capital da Fluminense, e que não permitirão a extinção dos cinemas de rua, ao menos na capital do estado. Um dos últimos exemplos disso foi a reinauguração no Cine Joia, um tradicional cinema de rua, da Zona Sul carioca, que iniciou suas atividades na década de 70,com o nome de Cine Hora, porém estava fechado desde 2005.
Hoje o cinema foi reinaugurado, como um cinema clássico, de preços populares, onde os ingressos custam em média R$10. E com um proposta diferente; apresentar filmes, que não entrariam no circuito comercial, ou mesmo filmes que já saíram de cartaz...ou seja ser um cinema cult.
A ideia dos empresários da Vilacine (administradora do recém re-inaugurado Cine Joia)é expandir a ideia, para outros locais, reabrindo antigos cinemas de rua que fecharam ,por não resistir a concorrência com os cinemas de shopping, ou mesmo inaugurar novas salas de rua, e oferecer aos moradores do entorno dessas salas, um cinema cult com preços populares, uma demanda que vem crescendo entre os cinéfilos do século XXI, que preferem apreciar a atuação, aos invés de efeitos mirabolantes.
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| Foto: Portal Terra |
Agora, num momento em que já não é fácil encontrar cinemas de rua, é anunciado pela imprensa especializada, que o Brasil perderá um desses cinemas, que marcaram época, e hoje tem muita história para conta. O cinema que fechará suas portas é o Cine Belas Artes, localizado em São Paulo. O Belas Artes funciona desde 1952 como cinema, num prédio alugado, e é justamente esse o problema, os donos pedem um imóvel de volta, ou o aumento do aluguel, que hoje é de R$ 60 mil (por mês), para R$ 150 mil (por mês). Os administradores do cinema, e alguns patrocinadores oferecem apenas R$ 85 mil.
As últimas sessões do Belas Artes devem acontecer no dia 24 de fevereiro.
Sempre me surpreendo com as atitudes de certos brasileiros,mas obviamente são algumas poucas excessoes,já que a grande maioria da população brasileira é composta por gente trabalhadora.
O filme em questão não poderia ter um nome mais sugestivo,“Rio” com previsão de estréia para o dia 8 de abril de 2011 (simultânea,no Brasil e nos EUA,segundo o IMDB).”Rio”será dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha — o mesmo diretor que alavancou as bilheterias de “A era do gelo
Ainda não se tem muitas informações sobre “Rio”,mas segundo algumas sinopses,divulgadas pela impressa,o filme contará a história de Blue,uma arara azul,macho que vive no estado de Minessota (EUA),e vem para o Brasil — o motivo da vinda de Blue para,ainda não é conhecido —,mais especificamente,para o Rio de Janeiro,e aqui encontra inúmeras aventuras,e novos amigos.
O roteiro de “Rio” é escrito,pelo americano Don Rhymer,o mesmo que escreveu o roteiro de “Tá dando onda”(2007).
>>Clique aqui para ver o teaser de "Rio"(2011).


